Rufos em platibandas: proteção invisível que faz toda a diferença

platibandas

As platibandas são elementos arquitetônicos muito utilizados em construções contemporâneas, conhecidas por oferecerem um acabamento moderno, elegante e limpo ao esconderem o telhado da vista frontal. Mas por trás dessa estética minimalista, existe um cuidado técnico fundamental para evitar infiltrações e garantir a durabilidade da estrutura: os rufos.

Discretos e muitas vezes imperceptíveis a olho nu, os rufos instalados nas platibandas têm um papel crucial na proteção da edificação contra a ação da água da chuva. Sem eles, o que deveria ser um detalhe estético pode se transformar em um foco constante de problemas estruturais. Neste artigo, vamos explorar como os rufos atuam nas platibandas, quais são os principais tipos utilizados, e por que sua correta instalação é essencial para manter a beleza e integridade da obra.

O que são platibandas?

Antes de falarmos sobre os rufos em si, é importante entender o conceito da platibanda. Trata-se de uma elevação na parte superior da parede, que geralmente contorna o perímetro da construção, criando uma “coroa” sobre o telhado. A função original das platibandas era puramente estética: esconder o telhado e criar uma aparência mais uniforme e imponente. No entanto, elas também contribuem para o escoamento da água da chuva, uma vez que permitem a instalação de sistemas de drenagem, como calhas internas e condutores verticais.

O desafio é que, por estarem expostas diretamente às intempéries — sol, chuva, vento, variações de temperatura —, as platibandas precisam de proteção extra nas junções com o telhado ou com a laje. E é exatamente aí que entram os rufos.

A função dos rufos em platibandas

As platibandas formam ângulos retos entre a alvenaria e o topo da edificação, criando áreas onde a água pode se acumular ou infiltrar com facilidade. Os rufos de capa, instalados na parte superior dessas elevações, impedem que a água penetre pelas frestas entre as camadas de alvenaria, reboco e impermeabilização.

Sem o rufo, a água escorre diretamente sobre o topo da platibanda e penetra em pequenas fissuras, comprometendo a estrutura com o tempo. Isso pode gerar infiltrações em paredes internas, danos ao reboco, mofo, eflorescências (aquelas manchas brancas de sal) e até o desplacamento de revestimentos.

Portanto, o rufo não é apenas um “detalhe” da construção — ele é a linha de frente contra infiltrações em um dos pontos mais críticos da edificação.

Tipos de rufos mais utilizados em platibandas

Nas platibandas, o tipo de rufo mais comum é o rufo de capa, mas em alguns casos também pode ser utilizado o rufo tipo pingadeira, dependendo da estrutura e da necessidade de desvio da água. Veja as principais variações:

1. Rufo de capa

É posicionado sobre a platibanda como uma “tampa”, protegendo o topo da parede. Ele cobre a superfície exposta e impede que a água penetre por cima. Pode ser instalado em conjunto com impermeabilização de manta asfáltica, aumentando ainda mais a proteção.

2. Rufo pingadeira

Esse tipo de rufo possui uma aba com uma dobra para fora, que direciona a água para longe da superfície vertical da parede. É muito útil quando a platibanda termina em uma face externa e existe risco de escorrimento direto sobre a alvenaria.

3. Rufo com calha embutida

Em projetos mais elaborados, o rufo é integrado a uma calha interna que coleta a água e a direciona para condutores verticais. Isso exige um bom planejamento de escoamento e uma instalação cuidadosa para evitar entupimentos.

Materiais adequados para rufos em platibandas

Para que os rufos desempenhem sua função de forma eficaz, é fundamental que sejam fabricados com materiais resistentes à oxidação e à variação de temperatura. A Calhas Nortsul, com mais de 25 anos de experiência no mercado, fabrica rufos sob medida com chapas galvanizadas de alta durabilidade, garantindo proteção mesmo em condições severas.

Importante destacar que a empresa não trabalha com alumínio nem cobre, materiais que, apesar de comuns em outras aplicações, não oferecem o desempenho esperado nas soluções oferecidas pela Nortsul, especialmente em ambientes que exigem robustez e resistência a longo prazo.

Como identificar falhas em rufos de platibandas

Como os rufos ficam geralmente ocultos ou integrados à arquitetura da platibanda, pode ser difícil perceber quando algo não vai bem. No entanto, há alguns sinais clássicos que indicam problemas:

  • Manchas de umidade no topo das paredes internas próximas à cobertura

  • Reboco estufado ou soltando na parte superior das paredes externas

  • Aparência de mofo ou bolor nos cantos altos das paredes

  • Danos no forro, especialmente perto dos limites do telhado

  • Pingos ou goteiras durante ou após chuvas intensas


Se esses sintomas aparecerem, é essencial verificar a condição dos rufos, especialmente em construções com platibanda, pois esse costuma ser um ponto vulnerável da edificação.

O impacto da ausência de rufos

Construções que ignoram a instalação de rufos em platibandas estão muito mais sujeitas a infiltrações, que podem comprometer a estética e a integridade do imóvel. Além disso, a água que se infiltra nas paredes pode atingir componentes estruturais, como vigas e pilares, causando danos mais sérios ao longo do tempo.

Outro ponto importante é o risco de danos ao revestimento externo, especialmente em construções que utilizam pinturas texturizadas ou pastilhas. A água infiltrada empurra esses materiais para fora, causando trincas, bolhas ou descolamentos.

Por fim, há também o impacto na valorização do imóvel. Problemas de infiltração afetam a avaliação da construção e geram desconfiança em compradores e locatários.

Instalação e vedação: os segredos de um rufo eficiente

A eficiência de um rufo de platibanda depende diretamente da qualidade da instalação. Alguns cuidados são essenciais para garantir sua performance:

  • Sobreposição correta das chapas metálicas, para evitar frestas.

  • Vedação com silicone ou selante apropriado, resistente à ação do tempo.

  • Caimento mínimo da chapa, para evitar acúmulo de água sobre o rufo.

  • Fixação firme, com parafusos e buchas que garantam estabilidade mesmo com ventos fortes.

  • Integração com outros sistemas de drenagem, como calhas e condutores, para garantir o escoamento adequado.


Um rufo bem instalado pode durar décadas com manutenção mínima, protegendo a edificação sem comprometer a estética da platibanda.

Rufo, calha e coifa: a harmonia entre função e design

Em construções modernas, cada elemento precisa conciliar estética e funcionalidade. O rufo cumpre esse papel com perfeição ao ser, ao mesmo tempo, discreto e altamente eficiente. Ele trabalha em conjunto com a calha, que coleta e direciona a água da chuva, e com a coifa, que garante a ventilação adequada em ambientes internos, como cozinhas.

Esses três componentes formam um sistema de proteção completa para a construção, cuidando tanto da parte externa (com rufos e calhas) quanto da qualidade do ar e da segurança dos ambientes internos (com as coifas).

Manutenção e verificação periódica

Apesar de discretos, os rufos precisam ser lembrados nas inspeções de manutenção da edificação. Uma simples vistoria visual a cada semestre, especialmente após chuvas fortes ou em mudanças de estação, pode evitar problemas futuros. Fique atento a:

  • Trincas no acabamento próximo ao rufo

  • Ferrugem ou sinais de corrosão

  • Deslocamento das chapas

  • Entupimento de calhas integradas


Se houver qualquer anomalia, o ideal é procurar profissionais qualificados para o reparo ou substituição da peça.

Artigos Relacionados

Respostas

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *